2.3. Drenagem e Tratamento de Águas Pluviais
No sub-projeto de Drenagem e tratamento de águas pluviais (DTAP) estuda-se e descreve-se o modo como as águas das chuvas recolhidas nas coberturas e espaços exteriores do edifício, serão conduzidas (“evacuadas”) do edifício e conduzidas para a rede pública de drenagem de águas pluviais (RPAP). É um sub-projeto frequentemente designado por “Rede ou Projeto de Águas Pluviais” e envolve elementos de tubagem de muito maior dimensão que a rede de abastecimento e, frequentemente, até superiores aos da rede de drenagem de águas residuais, pelo que o seu estudo necessita de uma cuidada compatibilização com outras áreas, e particular Arquitetura, de modo a assegurar os espaços que permitam a instalação dessas tubagens, tanto no seu trajeto vertical, como nos trajetos horizontais, os quais terão de possuir algum declive (inclinação) para que o escoamento destas águas pluviais se realize com eficiência.
Tal como no anterior, neste sub-projeto deverão ser enquadradas as exigências definidas pela entidade gestora da infraestrutura, bem como as condicionantes decorrentes dos Projetos de Arquitetura e outras áreas que definam instalações ou equipamentos que possam influenciar esta rede.
Embora a situação ideal seja a condução deste tipo de águas para a RPAP (“rede de águas pluviais”) existente, poderão existir situações em que esta RPAP ainda não exista, o que levará a soluções de recurso (p. ex. utilização de valetas ou lançamento em zonas ajardinadas ou em terra); no entanto, estas soluções deverão ser projetadas de modo que, quando a RPAP for instalada pelas entidades municipais ou gestoras, seja relativamente simples a adaptação da rede privativa para a condução das águas pluviais para aquela.
Por outro lado, são igualmente equacionadas as questões associadas à manutenção e reparação dos diversos elementos constituintes destas redes de evacuação de águas pluviais, nomeadamente acessibilidade dos mesmos de forma fácil e sem obrigar a trabalhos com grande expressão.
Alguns aspetos importantes que devem ser salientados em relação ao projeto desta rede:
- Por um lado, vários dos elementos desta rede ficam aparentes no exterior do edifício (caleiras, tubos de queda), pelo que a sua posição e dimensão deverá ser discutida e acordada com a Arquitetura, de modo a não afetar a imagem pretendida para o edifício;
- Também algumas das tubagens poderão ser de diâmetro que poderá parecer exagerado, especialmente se comparado com a rede de águas residuais; mas não se pode esquecer que, quando chove, chove em todo o lado, logo a água a drenar é muito maior que a da rede de águas residuais, em que, quanto maior for o número de aparelhos, menor será a probabilidade que estejam a lançar esgoto na rede de forma simultânea;
- Finalmente, deverá procurar-se que os elementos de drenagem de águas pluviais recolham e conduzam as águas SEMPRE PELO EXTERIOR DO EDIFÍCIO, evitando soluções em que existam troços que se desenvolvam no interior. Numa situação de avaria (uma junta que começa a verter, p. ex.), na rede de águas residuais é possível bloquear o escoamento da água deixando de utilizar os equipamentos ou fechando os seus pontos de escoamento (ralos); no caso das águas pluviais, o escoamento apenas termina quando a chuva acabar, pelo que fugas em zonas interiores irão, muito provavelmente, levar a que grandes quantidades de água afetem espaços interiores.
Para a realização do sub-projeto de DTAP é necessário percorrer os quatro processos de análise e estudo referidos à esquerda e correspondentes Elementos de Informação a obter e/ou produzir.