Foi durante esta sessão que a OERN confirmou que prestará, ao abrigo de um contrato interadministrativo de cooperação horizontal, o apoio técnico necessário à elaboração dos elementos conformadores do procedimento, sem qualquer encargo financeiro para as entidades envolvidas.
Na apresentação do Memorando, Bento Aires detalhou os princípios estruturantes da parceria institucional, sublinhando o papel da engenharia na coesão urbana, na ligação entre territórios e na promoção do interesse público. O documento foi assinado pelos presidentes das duas autarquias: Pedro Duarte, Presidente da Câmara Municipal do Porto, e Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.


A nova travessia, orçada em cerca de 25 milhões de euros, deverá estar concluída até ao final de 2029. Será construída entre a Ponte Luiz I e a Ponte da Arrábida, com um vão estimado de 250 metros, e o concurso para a sua conceção/construção será lançado até ao final do ano, garantindo - segundo Bento Aires - que o processo atrairá “as equipas mais qualificadas, as melhores ideias e as soluções mais inovadoras”.
A OERN assume este desafio com “independência técnica, conhecimento especializado e compromisso permanente com a qualidade das soluções de engenharia”, contribuindo para um procedimento marcado pelo rigor, transparência e exigência técnica.
Os municípios do Porto e de Vila Nova de Gaia acompanharão todo o processo através de equipas técnicas multidisciplinares, trabalhando em estreita colaboração com a Ordem dos Engenheiros da Região Norte até à conclusão do procedimento.


Durante a cerimónia, os autarcas de Porto e Gaia destacaram o impacto positivo da nova ponte na mobilidade suave, na qualidade de vida e na gestão dos fluxos turísticos, aliviando a pressão sobre a Ponte Luiz I. Pedro Duarte reforçou que o calendário previsto depende dos trâmites legais e técnicos, mas mantém como horizonte o final de 2029. Já Luís Filipe Menezes salientou o “enorme potencial” de uma nova travessia que poderá tornar‑se “uma obra de arte de grandes engenheiros e arquitetos”.
Como afirmou Bento Aires, “investir em bons técnicos não é apenas investir em competência técnica; é investir em segurança, sustentabilidade, eficiência dos recursos públicos e confiança da comunidade”.