A primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026 confirmou o peso das instituições públicas da Região Norte entre os cursos mais competitivos do país. A Universidade do Porto e a Universidade do Minho ocupam os lugares cimeiros das classificações, com a Engenharia Aeroespacial a liderar destacadamente as médias de entrada.
Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, quase 50 mil estudantes foram colocados na 1.ª fase, mais 6.092 do que no ano anterior, representando o maior número de colocados da última década.
Tal como já vinha acontecendo nos últimos anos, os cursos de Engenharia continuam a destacar-se entre os mais procurados e exigentes. A Região Norte assume um protagonismo particular, concentrando três das cinco melhores médias nacionais e reforçando a atratividade dos seus estabelecimentos de ensino superior públicos.
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Aproveitem esta nova jornada na academia e inscrevam-se como Membros Estudantes da OE:
| Instituição | Curso de Engenharia | Nota do último colocado |
|---|---|---|
| Universidade do Porto (FEUP) | Engenharia Aeroespacial | 195,0 |
| Universidade do Minho | Engenharia Aeroespacial | 189,8 |
| Universidade do Porto (FEUP) | Engenharia e Gestão Industrial | 186,5 |
| Universidade do Porto (FEUP) | Engenharia Mecânica | 181,8 |
| Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) | Engenharia e Gestão Industrial | 181,0 |
| Universidade Politécnica de Bragança (UPB) | Engenharia de Sistemas Informáticos | 147,0 |
| Universidade Politécnica do Cávado e do Ave (UPCA) | Engenharia de Sistemas Informáticos | 147,0 |
| Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) | Engenharia e Gestão Industrial | 126,5 |
| Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UPVC) | Engenharia Mecânica | 118,3 |
A Universidade do Porto volta a afirmar-se como uma das instituições mais procuradas do país, colocando três cursos entre os quatro com as médias mais elevadas. O grande destaque vai para a Engenharia Aeroespacial da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), que alcançou uma média de 195,0 pontos, a mais alta a nível nacional.
Logo atrás surge a Universidade do Minho, cuja licenciatura em Engenharia Aeroespacial registou uma média de 189,8 pontos, consolidando a crescente notoriedade da instituição no panorama nacional do ensino da engenharia.
Também a licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial, igualmente na U.Porto, fechou o grupo dos cursos do Norte presentes no topo nacional com 186,5 pontos.
O destaque estende-se também ao ensino universitário politécnico, com a Universidade Politécnica do Cávado e do Ave (UPCA) onde Engenharia de Sistemas Informáticos dominou a escolha dos alunos na área da Engenharia, demonstrando a crescente atratividade das formações ligadas às tecnologias digitais.
Por sua vez, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a Universidade Politécnica de Bragança (UPB) e a Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UPVC) continuam a reforçar a sua oferta formativa em áreas estratégicas como a Engenharia Informática, contribuindo para a qualificação de profissionais altamente procurados pelo tecido empresarial do Norte e do interior do país. Em conjunto, universidades e politécnicos da região consolidam a posição do Norte como o principal polo nacional de formação em Engenharia, inovação e tecnologia.
Os resultados da colocação de 2026 evidenciam a capacidade das instituições públicas do Norte para atrair estudantes com percursos académicos de excelência e demonstram a elevada procura pelas formações de Engenharia oferecidas pelas instituições públicas da Região Norte.
Num ano em que o número de colocados atingiu o valor mais elevado da última década, as instituições de ensino superior públicas do Norte voltam a assumir-se como uma referência nacional, destacando-se pela qualidade dos seus cursos e pela confiança dos candidatos que procuram formação de excelência.
Há futuro onde há engenheiros. E, em 2026, esse futuro continua a construir-se nas instituições de ensino superior do Norte.
A 2.ª fase do concurso de acesso ao Ensino Superior arranca hoje com 6.639 vagas em 412 cursos.