Presidente do Conselho Diretivo da Região Norte da Ordem dos Engenheiros defende, em entrevista à revista INGENIUM, que encarar a IA como ameaça à formação seria "um erro" e uma "atitude de resistência à mudança". Bento Aires alerta ainda para a urgência de repensar o modelo de ensino da Engenharia perante as transformações tecnológicas, sociais e económicas que atravessam a profissão.
A inteligência artificial, a digitalização, a sustentabilidade e a escassez de talento estão a redesenhar a profissão a um ritmo sem precedentes, exigindo uma aprendizagem contínua que já não se esgota nos bancos da universidade. É este o pano de fundo da entrevista que Bento Aires, Presidente do Conselho Diretivo da Região Norte da Ordem dos Engenheiros e membro do Conselho Diretivo Nacional, concedeu à revista INGENIUM, na edição dedicada ao tema da Formação.
Na conversa, o responsável defende que "temos de repensar o modelo de ensino da Engenharia, precisamente para responder às profundas transformações que estamos a viver", sublinhando a necessidade de reforçar competências de gestão, liderança e pensamento crítico ao longo de todo o percurso académico.
Sobre o papel da inteligência artificial, Bento Aires é direto: a tecnologia deve ser usada para libertar os engenheiros das tarefas repetitivas, mas nunca substituirá a análise crítica que cada projeto exige.
A entrevista aborda ainda o papel da Ordem dos Engenheiros na capacitação contínua dos profissionais, "A Ordem existe para proteger a sociedade, garantindo que o exercício da Engenharia é assegurado por bons profissionais", bem como os desafios da retenção e atração de talento e a ambição de afirmar a Engenharia portuguesa à escala internacional.
Leia a entrevista completa a Bento Aires na edição JUL.AGO.SET 2026 da revista INGENIUM, disponível para os membros da Ordem dos Engenheiros, e descubra a visão do Presidente do Conselho Diretivo da Região Norte sobre o futuro da formação em Engenharia.