Hugo Cal Barbosa e Márcia Rocha, do Grupo de Trabalho de Engenharia Mecânica da OERN, abriram esta sessão dedicada aos Sistemas de Automação e Controlo de Edifícios (SACE) sublinhando a necessidade destes sistemas na atualidade e importância dos Engenheiros e Engenheiras se manterem atualizados sobre o tema.
Paulo Gonçalves, da Geoterme, foi o orador desta sessão e iniciou a apresentação com um enquadramento da legislação aplicável, evidenciando a importância crescente dos SACE no cumprimento dos atuais requisitos regulamentares e na promoção da eficiência energética e da sustentabilidade no setor dos edifícios.
Ao longo da sessão, foram explorados os princípios da eficiência energética e demonstrado de que forma a implementação de sistemas de automação e controlo permite otimizar o funcionamento das instalações técnicas, contribuindo para reduzir consumos, melhorar o conforto dos utilizadores e tornar a operação dos edifícios mais eficiente.

Um dos temas centrais incidiu sobre a arquitetura dos sistemas SACE, organizada em três níveis, supervisão, controlo e campo, tendo sido apresentadas as principais funções de cada um. Foram igualmente abordados os protocolos de comunicação BACnet, Modbus e KNX, amplamente utilizados na automação de edifícios, evidenciando a sua importância para garantir a interoperabilidade entre equipamentos, sistemas de gestão técnica e soluções de diferentes fabricantes.
No nível de campo, foi dado especial destaque aos multisensores, capazes de monitorizar parâmetros como temperatura, humidade, luminosidade e outros indicadores ambientais. A recolha contínua destes dados permite uma monitorização mais abrangente das condições dos espaços e suporta estratégias de controlo mais eficientes, sendo ainda possível integrar estes dispositivos de forma discreta através da sua instalação no teto.
No âmbito das instalações AVAC, foram apresentados os principais equipamentos e os pontos de monitorização e controlo considerados essenciais para assegurar uma gestão técnica eficiente, permitindo otimizar o desempenho dos sistemas ao longo da sua operação.


A componente prática da sessão incluiu a demonstração de um caso real de implementação de SACE e a apresentação de outros exemplos de aplicação, nos quais foi possível comprovar ganhos significativos ao nível da eficiência energética, da otimização da operação das instalações e da redução dos consumos. Foram igualmente debatidos os principais desafios associados à implementação destes sistemas em edifícios existentes, onde as condicionantes das infraestruturas instaladas exigem soluções de integração adaptadas a cada contexto.
Na parte final da sessão, o orador abordou as perspetivas de evolução dos sistemas SACE, destacando o potencial da inteligência artificial na análise de dados, na otimização das estratégias de controlo, na manutenção preditiva e na gestão cada vez mais inteligente e autónoma dos edifícios.