O Dia Nacional da Mulher na Engenharia foi assinalado pela Ordem dos Engenheiros com a realização de uma tertúlia dedicada à promoção da igualdade de género e à valorização do papel das engenheiras no setor. A iniciativa integrou o compromisso da instituição com a diversidade e inclusão, reforçado pela certificação GEEIS (Gender Equality – European & International Standard)
O encontro teve como principal objetivo evidenciar o contributo das engenheiras para a valorização e transferência de conhecimento nas várias especialidades da engenharia, promovendo simultaneamente a partilha de experiências e o diálogo intergeracional.
A sessão de abertura contou com as intervenções de Bento Aires, Presidente do Conselho Diretivo da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, e de Dina Dimas, Vice-presidente Nacional, responsável pela área da Igualdade de Género.

Na sua intervenção, Bento Aires destacou a necessidade de reforçar uma nova abordagem à igualdade de género no seio da Ordem, sublinhando a importância de continuar a criar condições que favoreçam uma participação mais equilibrada e representativa no setor da engenharia.
Já Dina Dimas apresentou dados sobre a presença feminina em cargos de liderança, partilhando também o seu percurso profissional e associativo. A responsável destacou a importância de criar referências inspiradoras que incentivem e apoiem as futuras gerações de engenheiras.

A tertúlia prosseguiu com um momento de debate moderado por José Maria Albuquerque, membro do Conselho de Admissão e Qualificação e do Grupo para a Igualdade de Género da Ordem dos Engenheiros. O painel reuniu Sónia Gomes, Senior Partner e COO da ASL Associados, Ana Pires, Vogal do Conselho Diretivo da Região Norte e investigadora no INESC TEC, Larissa Brito, membro do Grupo para a Igualdade de Género, e Matilde Vieira, Presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
Ao longo da conversa, as participantes partilharam experiências pessoais e profissionais, refletindo sobre os desafios que persistem no acesso das mulheres a posições de liderança. Foi igualmente destacada a necessidade de atrair mais jovens para os cursos e carreiras de engenharia, reforçando a importância de políticas e iniciativas que promovam a igualdade de oportunidades.
O debate evidenciou ainda o papel essencial da representatividade feminina na construção de um setor mais diverso, inclusivo e inovador, capaz de responder de forma mais eficaz aos desafios atuais e futuros.

Num ambiente informal e participativo, mais de três dezenas de participantes contribuíram para uma reflexão alargada sobre o futuro da profissão e sobre a importância de continuar a promover a igualdade de oportunidades no exercício da Engenharia.
