Partilhe

Telma Pereira estuda Engenharia e é a nossa Campeã Olímpica!

Telma Pereira é a capitã da Selecção Portuguesa de Futsal Feminino, que nos encheu de orgulho ao trazer para Portugal a Medalha de Ouro dos Jogos Olímpicos da Juventude, disputado na Argentina. Para além disso, Telma estuda Engenharia Mecânica, na Universidade do Minho. Fomos descobrir um pouco mais sobre esta atleta e futura engenheira, que nos confidencia que a Engenharia lhe garante o futuro e o futsal a mantém feliz. "Não me sentiria realizada com apenas um." E ainda bem, porque há Engenharia no Futsal e na nossa campeão Olímpica. Embora com apenas 17 anos, o seu percurso já tem muitos motivos de orgulho. Consegue resumir tudo em poucas linhas?  Comecei a jogar à bola desde os 4/5 anos no colégio onde estudava. Joguei com rapazes até não ser mais permitido. Depois comecei a jogar federada com raparigas no Nun’alvares (clube atual, em Fafe), aos com 11 anos. Com apenas 14 estreei-me no campeonato nacional sénior nessa mesma equipa. Seguiu-se uma experiência de duas épocas no FC Vermoim, antes de regressar neste verão ao Nun’Álvares. A nível académico, sempre tive notas altas e fiquei muito feliz por ingressar na Universidade do Minho no curso que desejava: Engenharia Mecânica. Partindo do slogan da Ordem dos Engenheiros – Região Norte “Há engenharia em tudo o que há”, perguntamos: Há engenharia no Futsal? Claro que sim. Tal como em Engenharia, no futsal também é preciso estudar, planear, testar e no fim ter arte e engenho para ultrapassar os adversários. Ganhou uma medalha numa modalidade que é habitualmente vista como sendo de homens. Na Engenharia também acontece o mesmo. Como comenta? Acredito que a ideia de que o futsal é só para rapazes vai deixar de existir gradualmente. Isso nota-se até no interesse mediático em torno da nossa Seleção. A nossa final olímpica frente ao Japão foi transmitida na televisão e registou as melhores audiências desse dia, no canal transmissor. Mostra que as pessoas gostam cada vez mais de ver raparigas a jogar, e também é um sinal da evolução do futsal feminino. O desporto desempenha um papel importante nesse sentido. Nos Jogos Olímpicos da Juventude, éramos 2.000 rapazes e 2.000 raparigas em competição, provando que não há modalidades para um só género. Em Engenharia, a lógica repete-se. Apesar de ainda haver mais rapazes do que raparigas, o número de raparigas está a crescer e os estereótipos vão acabar por desaparecer, até porque há muitos exemplos de sucesso no feminino. Não creio que seja um curso para rapazes, mas um curso para quem gosta e mostra capacidades para tal. Há tempo para treinar e estudar? Qual o segredo? Costumo dizer que há tempo para conciliar tudo. Talvez não dê para sair todos os fins-de-semanas por causa de jogos e testes, mas temos de saber gerir e estabelecer as nossas prioridades, se queremos ser os melhores na escola e no desporto. Quando terminar o curso o que gostaria de fazer? O curso de Engenharia Mecânica tem várias saídas profissionais. Como estou no primeiro ano, ainda não consigo escolher um ramo específico. Mais tarde saberei a área que me agrada mais. É possível juntar o futsal e a Engenharia Mecânica? Como? Sim, com organização, trabalho e uma boa gestão do nosso tempo. O curso garante-me um futuro e o futsal mantém-me feliz. Não me sentiria realizada com apenas um. Conciliar os dois é, para mim, uma necessidade. Quer deixar uma frase para inspirar as jovens engenheiras que lerem esta entrevista? Toda a gente pode fazer mais do que uma coisa ao mesmo tempo e ambas da melhor maneira. Mas isto só é possível com trabalho, organização e, diga-se, com espírito de sacrifício. Entrei em mecânica e fui campeã olímpica, mas tive de estudar muito e de treinar muitas horas para chegar até aqui. Olhando para trás, não me arrependo nem um segundo do esforço que despendi. Nunca fui tão feliz.

+ Notícias

Emprego] Exactusensu recruta Engenheiro/a de Minas

Há um desconto exclusivo para membros OE no OWASP AppSec Days Portugal 2026

RJUE 2026: Domine as novas regras. Reforce a sua competência. Diferencie-se no mercado.

TESTE TEXTO FORM ESTRA

The Ordem dos Engenheiros – Região Norte (OERN) is launching a special training offer aimed at foreign members, with the goal of supporting their professional integration and facilitating access to the Portuguese labor market.

These training programs were designed to address the specific challenges faced by foreign engineers when starting their professional activity in Portugal, particularly with regard to the legal and regulatory framework and the professional practices in force.

OERN recognizes that successful integration requires more than the recognition of qualifications. It requires clear information, proper guidance, and an understanding of the Portuguese professional context. By offering dedicated training programs, OERN reinforces its commitment to the integration of its foreign members, promoting equal conditions in the exercise of the profession and contributing to a more qualified and integrated engineering practice.

Discover the training courses available on this page.