Nesta sessão de “Engenharia às Sextas”, Guilherme Paredes abordou a forma como a Engenharia surge como um dos pilares centrais do potencial de transformação do espaço marítimo português, promovendo desenvolvimento sustentável, inovação e valor económico.
Utilizando paralelos históricos, foi demonstrado que reivindicações sem capacidade industrial, tecnológica e militar são apenas simbólicas e colocam Portugal à mercê de conflitos com outros países. Foi também discutido o oceano enquanto a nova arena da competição geopolítica, e a necessidade de se transitar para um estado que promova investimento e inovação privados no Mar.
A aquacultura offshore, as energias renováveis marinhas e os recursos minerais e biológicos foram apresentados como os três pilares para haver não só ocupação efetiva do espaço marítimo, mas também como aqueles com mais potencial para gerar benefícios económicos e geostratégicos para Portugal. Foram mostrados exemplos de empresas e centros de investigação portugueses que têm contribuído para estes três pilares.


O orador reforçou ainda o papel decisivo dos Engenheiros e Engenheiras no desenvolvimento de tecnologias para exploração sustentável, energias renováveis offshore, robótica submarina, monitorização ambiental e infraestruturas marítimas avançadas.

Os participantes tiveram ainda oportunidade de participar numa prova de vinhos onde conheceram o conceito “Loureiro³” uma prova comparativa dedicada exclusivamente à casta Loureiro, inserida no projeto Phulia Wines, do Vale do Lima.