As situações climatéricas ocorridas no nosso país nos passados meses de janeiro e fevereiro provocaram destruições e prejuízos incalculáveis, levando ao colapso da rede elétrica de distribuição com centenas de milhar de utentes privados de energia elétrica, alguns dos quais estiveram durante diversas semanas sem a referida energia.
Nesta sessão técnica, António Machado e Moura questiona se seria possível limitar esta situação através de obras hidráulicas previstas e não realizadas, quais lições é possível retirar desta situação para eventos futuros e acima de tudo, como é que a engenharia pode encontrar soluções eficazes para evitar/mitigar os danos causados em situações futuras.
Sobre António Machado e Moura
António Carlos Sepúlveda Machado e Moura, natural do Porto, licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica pela FEUP em 1973, iniciando nesse ano a sua carreira docente. Realizou investigação na Électricité de France (EDF) entre 1979 e 1981 e concluiu o doutoramento em 1983. Na FEUP foi Professor Auxiliar (1984), Associado (1985) e Catedrático (1991), tendo desenvolvido atividade de relevo na área dos Sistemas Elétricos de Energia, orientando várias teses de doutoramento e mais de uma centena de teses de mestrado.
Coordenou a instalação do Laboratório de Alta Tensão da FEUP, do qual foi diretor até 2020, ano da sua jubilação. Ao longo da carreira desempenhou também diversas funções na Ordem dos Engenheiros, incluindo Presidente do Colégio Nacional de Engenharia Eletrotécnica (2013-2016), mantendo atualmente participação em órgãos nacionais e europeus da profissão.
Tem colaborado com várias empresas do setor elétrico e atuado como perito em instalações elétricas de Alta Tensão em processos judiciais. É Membro Conselheiro da Ordem dos Engenheiros.
Produtor Convidado
Xavier Ferreira, SUMIUS - Saiba mais aqui