
A Associação Maria de Fátima Moura – Promoção e Desenvolvimento Cultural, representada pelo Presidente da Direção e Membro da OERN, Luís Moura Serra, fez a doação à Delegação de Viana do Castelo da Ordem dos Engenheiros da Região Norte, representada pelo Delegado Distrital, Vitor Manuel Lopes Correia, de uma litografia de uma pintura de Maria de Fátima de Oliveira Moura, que passará a integrar o acervo patrimonial da Delegação de Viana do Castelo da Ordem dos Engenheiros da Região Norte: a litografia número II/200, designada como “Traços Castanhos”, que integra várias exposições que homenageiam Maria de Fátima de Oliveira Moura.
Sobre Maria de Fátima de Oliveira Moura e a Associação Maria de Fátima Moura – Promoção e Desenvolvimento Cultural
As homenagens à vida e obra de Maria de Fátima de Oliveira Moura, nascida e criada entre o Largo das Almas e a rua Mateus Barbosa, onde viveu até 1965, começaram pouco depois do seu falecimento, a 10 de dezembro de 2003. A sua pintura, desenhos e poesia estiveram em exposição em Viana do Castelo (Exposição de Pintura e Louça), na Casa da Cultura da Trofa (Exposição de “Desenho e Louça”) e em Angeja (“A Flor em Tela e Porcelana”), acolhendo a visita de centenas de pessoas. A 26 de janeiro de 2006, consolidou-se o tributo com a constituição da Associação supramencionada.
Mulher, mãe, professora, poetisa e pintora, o seu anonimato em vida foi sempre preenchido por laivos de excecionalidade e por uma vontade permanente de se auto superar. Caracterizada por um espírito de demanda, por uma profunda generosidade e por um inconformismo latente, procurou encontrar-se na solidão da sua escrita e na expressão da sua pintura e desenho. Por isso, o seu legado está carregado de humanidade, de intimismo e de sensibilidade.
No entanto, mais do que dar a conhecer a sua herança artística e cultural, a Associação tem vindo a perpetuar a sua obra social, através do apoio a projetos e iniciativas de relevância local e regional e através do incentivo ao desenvolvimento cultural do País.
Por ter vivido com intensidade, por se ter distinguido pela sua entrega e dinamismo, por ter tocado indelevelmente no coração de todos os que a conheceram, Maria de Fátima de Oliveira Moura conseguiu imortalizar-se. A criação de uma associação com o seu nome, vocacionada para a promoção e o apoio a manifestações artísticas e culturais, é a homenagem mais sentida e mais expressiva que poderia ser feita, mas também é um gesto imperativo para recordar e honrar uma vida que, acima de tudo, não merece ser esquecida, segundo Olinda Cardoso, Diretora do Arquivo Distrital do Porto.




