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OERN destaca alta velocidade Porto–Vigo como prioridade no XII Encontro Galiza–Norte de Portugal

No passado dia 24 de abril, em Santiago de Compostela, realizou-se o XII Encontro Norte de Portugal–Galiza, dedicado à estratégia de infraestruturas para a eurorregião, num encontro que reforçou as relações transfronteiriças

O encontro reuniu representantes da engenharia e da administração pública de Portugal e Espanha, que apontaram a necessidade de reforçar a mobilidade, a competitividade económica e a coesão territorial entre o Norte de Portugal e a Galiza.

A sessão de abertura institucional contou com intervenções de Bento Aires, Presidente da Ordem dos Engenheiros – Região Norte, Enrique Urcola Fernández-Miranda, Decano da Demarcação da Galiza do Colegio de Ingenieros de Caminos, Canales y Puertos (CICCP), Miguel Ángel Carrillo Suárez, Presidente do CICCP, e Judit Fontela Baró, diretora-geral de Mobilidade da Xunta de Galicia. Nas intervenções iniciais, também Vítor Monteiro, coordenador do Grupo de Trabalho Regional de Engenharia Civil da OERN, que sublinhou a importância da cooperação transfronteiriça, destacando o papel do diálogo institucional e do conhecimento técnico na construção de uma estratégia comum para a eurorregião.

A conferência inaugural esteve a cargo de Rui Moreira, embaixador de Portugal na OCDE, que apontou a ausência de uma ligação de alta velocidade como uma lacuna estrutural ainda por resolver, defendendo uma abordagem coordenada no planeamento de infraestruturas e logística. Seguiu-se uma segunda intervenção de Judit Fontela Baró, que identificou limitações na rede ferroviária galega e a necessidade de avançar com soluções como as autoestradas ferroviárias para o transporte de mercadorias.

Durante a manhã, o debate centrou-se no transporte ferroviário, numa mesa redonda moderada por Miguel Rodríguez Bugarín, catedrático da Universidade da Corunha. Entre os participantes estiveram Álvaro Fonseca, CEO da AVAN, um representante da ADIF e Eduardo Pires, diretor de Planeamento Estratégico das Infraestruturas de Portugal. Foi reiterada a necessidade de reforçar as ligações entre Porto e Vigo e de concretizar o corredor atlântico ferroviário, em articulação com os sistemas logísticos.

A mesa redonda dedicada ao transporte rodoviário, moderada por Vítor Monteiro, contou com a participação de Héctor Presas Veiga, da Agência Galega de Infraestruturas, João Neves, Chefe da Unidade de Segurança Rodoviária da ASCENDI, e Pablo Domínguez Gómez, da Demarcação de Estradas do Estado na Galiza. Foram discutidas questões relacionadas com planeamento, inovação e segurança rodoviária, bem como a articulação entre redes rodoviárias e outros modos de transporte.

Durante a tarde, o foco passou para o transporte portuário e aeroportuário, numa sessão moderada por Carlos Nárdiz Ortiz, professor da Universidade da Corunha. Participaram Carlos Botana Lagarón, presidente da Autoridade Portuária de Vigo, e Joel Silva, responsável pela Divisão de Infraestruturas Ferroviárias, da APDL. O debate abordou a necessidade de coordenação entre infraestruturas aeroportuárias e portuárias, evitando redundâncias e promovendo complementaridades. Entre as principais conclusões, a ligação de alta velocidade Porto–Vigo foi identificada como a intervenção mais estruturante para o futuro da eurorregião, sendo considerada prioritária e urgente para melhorar a mobilidade transfronteiriça, integrar sistemas logísticos e reforçar o posicionamento competitivo do noroeste peninsular.

Na impossibilidade de estar presente, Rui Alves, diretor do Aeroporto Francisco Sá Carneiro enviou uma mensagem que foi transmitida durante a sessão, onde referiu o papel do aeroporto como principal porta de entrada aérea da eurorregião. Assinalou, também, a intenção de reforçar a conectividade e a oferta de rotas, com referência ao verão de 2026, período para o qual está previsto o lançamento de 21 novas ligações, aumentando o número de destinos disponíveis a partir do Porto e com impacto nos fluxos turísticos, na atividade empresarial e na captação de investimento.

O encontro destacou, o papel da engenharia civil no planeamento e execução de infraestruturas, bem como a importância da coordenação entre administrações e a cooperação institucional entre entidades portuguesas e galegas, apontando a mobilidade e a conectividade como fatores determinantes para o acesso a serviços, oportunidades e coesão social na eurorregião.

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