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“Plataforma digital inovadora”: OERN lança Manual de Boas Práticas de Projetos de Engenharia

O Museu Nacional Soares dos Reis recebeu, no passado dia 9 de abril, a apresentação pública do Manual de Boas Práticas para Projetos de Engenharia, uma plataforma digital desenvolvida para a Ordem dos Engenheiros – Região Norte, que explica aos Clientes o que realmente precisam num projeto de engenharia antes de iniciar uma construção

O Museu Nacional Soares dos Reis recebeu a sessão de apresentação pública do Manual de Boas Práticas de Projetos de Engenharia. Esta plataforma digital desenvolvida para a Ordem dos Engenheiros - Região Norte, tem como objetivo de aproximar a sociedade civil do processo técnico que antecede uma obra com um projeto de Engenharia (neste momento ainda só desenvolvido para obras de edificação).

De forma clara e acessível, explica todas as fases de um projeto de engenharia, os intervenientes envolvidos e os elementos necessários para a sua execução.

A nova plataforma digital, pioneira em Portugal, foi criada com o objetivo de tornar o processo de projeto de engenharia mais claro, acessível e transparente para todos, especialmente para os clientes que pretendem iniciar uma obra. A ferramenta explica, de forma estruturada, todas as fases de um projeto, desde a recolha de informação até à preparação para execução, detalhando decisões, intervenientes e elementos técnicos envolvidos.

Já Bento Aires, Presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Engenheiros - Região Norte, dividiu a sua intervenção em eixos essenciais, que suportam este Manual de Boas Práticas. Começou por definir a missão desta plataforma, sublinhando o objetivo de melhor a qualidade dos projetos de engenharia, e cultivar uma cultura mais integra uniforme e transparente. Reforçou a importância da colaboração para preparar o futuro da Engenharia, sempre assente na valorização e qualificação do trabalho dos/as Engenheiros/as

Terminou abordando a importância da responsabilidade de todos os intervenientes nos projetos de engenharia, assente em todos os aspetos que referiu, para garantir que a Engenharia continua a ser uma fonte de confiança, estrutura e progresso para a sociedade.

Jorge Moreira da Costa, Professor Associado da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e Coordenador dos conteúdos técnicos do Manual de Boas Práticas de Engenharia, levou a cabo a apresentação técnica do manual, sublinhando que este foi desenvolvido para responder à crescente complexidade dos projetos de construção e à dificuldade dos clientes em compreender e avaliar o que lhes é entregue. Parte do problema identificado é o afastamento entre a indústria da construção e os seus clientes, que muitas vezes não dominam a linguagem técnica nem os processos envolvidos. Reveja a sua apresentação aqui.

O principal objetivo do manual é definir de forma clara e estruturada o que deve integrar um projeto de engenharia, criando um referencial comum tanto para profissionais como para clientes. Pretende também melhorar a transparência, a qualidade dos projetos e a adequação dos honorários ao trabalho efetivamente desenvolvido.

A metodologia baseia-se numa estrutura em árvore, que organiza o projeto em vários níveis:

  • especialidades (ex: estruturas, águas, eletricidade, AVAC, segurança, etc.)
  • subprojetos
  • processos (condicionantes, conceção, dimensionamento e pormenorização)
  • elementos de informação necessários

Este modelo permite ir do geral ao detalhe, garantindo que nada relevante é omitido e facilitando a compreensão do processo.

O manual valoriza especialmente as fases iniciais, condicionantes e conceção, por serem determinantes para a qualidade final do projeto, incentivando também uma abordagem colaborativa entre todos os intervenientes (cliente, projetistas e construtores), em oposição ao modelo tradicional mais fragmentado. Além disso, define claramente quais os elementos que devem ser produzidos em cada fase e quais os entregáveis finais, tanto escritos como desenhados, promovendo consistência e rigor.

A plataforma digital associada permite navegar por toda esta estrutura de forma intuitiva, sendo útil tanto para profissionais (como guia técnico) como para clientes (como ferramenta de compreensão e exigência).

O Professor encerrou a sua intervenção com uma certeza: o MBP é apresentado como uma versão inicial evolutiva, aberta a contributos do setor, com o objetivo de melhorar continuamente e alargar-se a outras áreas da engenharia, reforçando o papel da Ordem dos Engenheiros como referência na definição de boas práticas.

Seguiu-se a intervenção de Fernando de Almeida Santos, Bastonário da Ordem dos Engenheiros, que reforçou a importância desta iniciativa para a Engenharia, para que o se possa continuar a inovar e a alcançar novos métodos e ferramentas, mas sem nunca descurar a segurança e a integridade dos projetos.

Álvaro Santos, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, encerrou esta sessão de intervenções com uma certeza: "a apresentação do Manual de Boas Práticas para Projetos de Engenharia (...) constitui um passo importante na forma como aproximamos a engenharia da sociedade". Reconheceu ainda a liderança e visão demonstradas pela Ordem, apelando aos presentes que esta plataforma digital não seja apenas um material de consulta, mas também de aplicação nos projetos.

Também durante esta sessão, António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, expressou a sua satisfação em ter a apresentação de ferramentas como este manual a serem apresentadas no Museu Nacional Soares dos Reis, que é ele, também, uma fonte de constante inovação, criatividade e arte.

Durante a sessão, foi reforçada a necessidade de aproximar a engenharia da sociedade civil, num contexto em que diferentes intervenientes, clientes, projetistas, construtores e entidades licenciadoras, operam frequentemente com linguagens e processos distintos, dificultando a tomada de decisão.

O Manual surge precisamente para ultrapassar essas barreiras, capacitando os cidadãos com informação clara e permitindo-lhes avaliar melhor os serviços que contratam, ao mesmo tempo que fornece aos profissionais um referencial técnico rigoroso para a elaboração de projetos mais completos e eficientes. Esta iniciativa marca um passo relevante na promoção da qualidade, transparência e eficiência no setor da construção em Portugal.

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