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"Terá de haver apoio do Estado e da Banca às empresas"

04 de maio de 2020 | Engenharia Civil
Ciclo de entrevistas a engenheiros Civis que durante o estado de emergência continuaram no ativo a construir o futuro. Um exclusivo da Plataforma da Notícias da Ordem dos Engenheiros - Região Norte (HaEngenharia.pt). 

 

 

PERFIL

Nome: Pedro Fortuna 

Idade: 58

Empresa: PFC VALUE, LDA, Avaliações e Engenharia

Função: Perito Avaliador de Imóveis (CMVM-PAI/2004/0011)

 

 

Perito avaliador imóveis, inscrito na C.M.V.M., membro da Associação Portuguesa dos Peritos Avaliadores de Engenharia (APAE), Membro Sénior da Ordem dos Engenheiros (OE) e Especialista em Avaliações de Engenharia (OE). Saiu da Mota Engil em 2016, onde foi quadro da durante 28 anos. Simultaneamente dedicou-se à prestação de serviços na área de Avaliação Imobiliária. Entre 1994 e 2005 dedicou-se quase exclusivamente ao crédito bancário hipotecário. Após essa data e até ao presente momento dedica-se fundamentalmente a avaliação para Fundos de Investimento Imobiliários, Fundos de Pensões, Empresas, Escritórios de Advogados, Revisores Oficiais de Contas e Patrimónios familiares.

 

 

As atuais restrições devido à Covid-19 tiveram impacto na sua atividade profissional? A que nível?

Em primeiro lugar atividade reduziu bastante, exceto nas prestações de serviços para as Sociedades Gestoras de Organismos de Investimento Coletivo (antigos Fundos de Investimento Imobiliários), que mantêm a calendarização das avaliações.

 

 

Que medidas tomou para se manter no ativo e o seu posto de trabalho?

Os relatórios são executados da mesma forma e no posto habitual de trabalho. Relativamente às inspeções aos locais é que houve algumas alterações. A CMVM divulgou uma Carta-Circular com “Orientações à atividade dos peritos avaliadores de imóveis durante o estado de emergência em Portugal (COVID-19)”. Desta forma forma os peritos podem e devem exercer a sua atividade, de acordo com esta circular, que entre outras, permite que as inspeções sejam feitas por terceiros. Por outro lado sigo também as instruções do Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS) e ajo de acordo com os parâmetros exigidos nos Padrões Globais de Avaliação RICS - Red Book em vigor desde 31 de janeiro de 2020.

 

 

Terminada esta fase, como irá adaptar-se para retomar o seu trabalho em pleno?

Nesta atividade nada se alterará.

 

 

Na sua opinião, que efeitos terá este período na atividade do Engenheiro Civil?

Entendendo que grande parte dos Engenheiros tem uma atividade relacionada com a Construção e Imobiliário, admito que possa haver uma redução significativa da atividade, e que consequentemente, haja menos oferta de trabalho e os honorários das prestações de serviço possam diminuir.

 

 

Que recomendações, sugestões ou tipo de ações entende que poderão minimizar o impacto negativo na Engenharia Civil?

Terá de haver apoio do Estado e da Banca às empresas para poderem cumprir as suas obrigações, desde que haja viabilidade económica das mesmas.

 

 

Que outra mensagem gostaria de deixar a quem irá ler esta entrevistas.

Que isto foi só mais uma crise, uma crise distinta, mas que a vida e economia continuam, provavelmente a um ritmo e com comportamentos diferentes.

 

 

 

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