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O ENGENHEIRO DO PETRÓLEO QUE GERIU UMA FATIA DE 500 MILHÕES

07 de maio de 2018 | Geral

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Perfil

Nome: Nuno Lago de Carvalho

Idade: 39

Formação: Licenciatura em Engenharia Metalúrgica e de Materiais

Instituição de ensino: Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Função: Interfaces Manager

Empresa Atual: TOTAL - Singapura

Anteriores: TOTAL – Paris, TOTAL – Luanda, CaetanoBus, B&F, Norcam


Estamos a 11.754 km de distância. Nós, cá no Porto, e o Nuno, na altura em que decorreu esta entrevista, estava entre o fim de um projeto em Singapura e umas férias por Hong Kong e Macau. “Eu é que agradeço o convite para a entrevista. Enviar-lhe-ei a informação solicitada duas semanas antes do dead line.” E se mais nada houvesse para contar sobre o percurso do Nuno, só estas duas frases serviriam para caracterizar este engenheiro Metalúrgico e de Materiais. E assim foi, bem antes da data prevista já nos falava das plataformas de Petróleo, sobre Engenharia, as oportunidades e o papel da Ordem. Embaixador Alumni da FEUP, em Singapura, inscrito na OERN desde 1999, conheça o perfil deste engenheiro que aponta que a “Engenharia adapta, cria, modifica, aperfeiçoa e até torna mais seguro o dia-a-dia de todos. É extraordinário!” Sim, o Nuno também nos parece extraordinário.

 

O PERCURSO NÃO É ASSIM TÃO LONGO, MAS JÁ DÁ PARA SER INSPIRADOR SOBRETURDO PARA OS ENGENHEIROS METALÚRGICOS E DE MATERIAIS QUE NEM SEMPRE ESTÃO NOS HOLOFOTES. COMO FOI ESSE PERCURSO.

Em 2003 concluí a Licenciatura em Engenharia Metalúrgica e de Materiais e comecei a trabalhar na indústria automóvel. Em 2005 a unidade industrial que dirigia numa PME estabelecia os primeiro contratos com Espanha, França e Alemanha. Nesse mesmo ano decidi fazer uma pós-graduação em Gestão Industrial com vista a desenvolver competências nessa área. Por influência de alguns professores da UMINHO e FEUP, no ano seguinte, acabei por integrar o Mestrado em Engenharia Industrial, que me ofereceu a oportunidade de colaborar com a CaetanoBus, do grupo Salvador Caetano, abrindo-me portas para liderar um projeto ambicioso com o objetivo de otimizar processos associados ao fabrico de autocarros de aeroporto, com base em estratégias combinadas de Project Management, Lean e Quick Response Manufacturing.

 

MAS POUCO TEMPO DEPOIS DEIXA-SE CONQUISTAS PELO PETRÓLEO…

Em meados de 2008, com o preço do barril de petróleo a bater máximos históricos, e a indústria petrolífera a recrutar internacionalmente para vários países de forma quase massiva e com ofertas salariais muito acima da média em Portugal, decidi alterar o rumo da minha carreira profissional, até então, e procurar uma oportunidade nessa indústria, com o principal objetivo de abraçar uma carreira internacional. Na época, apercebi-me que algumas petrolíferas procuravam profissionais experientes, mas a experiência na indústria de Oil & Gas não era obrigatória. Estranhei, mas “fui à luta”. Hoje sei que a procura era muito superior à oferta e como a indústria estava a preparar-se para arrancar com muitos projetos, nesse contexto, a estratégia de muitas petrolíferas passou por recrutar engenheiros com experiência noutras indústrias de referência e criar programas de formação intensivos, em simultâneo com as novas funções na empresa. Cheguei a ter um colega com uma vasta experiência como engenheiro da qualidade na indústria farmacêutica, a ser formatado para a realidade do Oil & Gas. Sem dúvida, enriquecedor para todos!

 

E ASSIM CONSEGUIU CHEGAR À TOTAL…

Em janeiro de 2009 comecei a trabalhar na petrolífera francesa TOTAL, no departamento de projetos na filial de Luanda, onde exerci funções como Project Manager para projetos de modificação e otimização das plataformas em operação, em simultâneo com um programa extremamente exigente de especialização em Oil & Gas do Instituto Francês de Petróleo. Em finais de 2013 fui convidado a integrar um dos maiores projetos do Grupo TOTAL e o maior para a filial em Angola, mudando-me para Paris e fazendo parte da equipa de Engenharia de um projeto que tinha como objetivo a conversão de dois petroleiros em duas plataformas petrolíferas flutuantes para operar em águas ultra profundas, conhecidas na indústria por FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading). Assumi funções como FPSO Area Leader, uma espécie de Engineering Project Manager responsável por uma área do projeto. Tive então o privilégio de gerir a Engenharia dos módulos que são instalados no navio e que processarão o petróleo e gás após extração.

 

 

 

E DAÍ, SEGUE PARA SIGNAPURA?

Sim, em meados de 2015, fui convidado a integrar a equipa sénior de gestão do projeto para a fase de execução, em Singapura, com a função de FPSO Area Leader, responsável pela gestão da fabricação dos módulos de processamento de petróleo e gás a acontecer na Indonésia, num estaleiro de metalomecânica pesada. Durante os últimos dois anos e meio, a minha vida era entre Singapura e Indonésia, onde estão localizados os dois estaleiros principais do meu scope no projeto, bem como entre Singapura e os EAU, Índia e outros países na Ásia Pacífico, onde muitos dos principais equipamentos e packages foram fabricados para posterior integração nos módulos. Tratou-se, “apenas”, de uma fatia de quase 500 milhões de dólares que “tive de tomar conta”, num projeto cujo investimento total é de 16 mil milhões de dólares. Com a conclusão da fabricação de todos os módulos para os dois FPSOs e igualmente com a conclusão da primeira plataforma em março de 2018, assumi desde janeiro deste ano, uma nova posição no projeto como FPSO Interfaces Manager.

 

FPSO INTERFACES MANAGER? COMO EXPLICAR DO QUE SE TRATA?

Em mega projetos com multi sites, muitos são os contratempos a todos os níveis, vários os problemas multidisciplinares e, é fundamental existir uma equipa dentro da estrutura do projeto, com uma abordagem e experiência transversal, em formato de task force, capaz de analisar e resolver de forma rápida e eficaz, problemas técnicos, contratuais de cariz multidisciplinar ou mesmo antecipar e mitigar riscos e impactos ao nível de cronograma e orçamento, e é essa equipa que eu lidero. Temos a função de gerir ainda as interfaces entre as equipas de construção, Supply Chain e Field Engineering em Singapura e de Detail Engineering em França, por forma a garantir que modificações ao design inicial e lessons learnt da primeira plataforma, são devidamente tratadas e implementadas com o mínimo impacto na execução e metas do projeto. São desafios diários que ligam entre si Engenharia, construção, contratos, gestão da mudança, riscos e a performance do projeto.

 

SÃO PROJETOS DE GRANDE AMPLITUDE E QUE ENVOLVEM MUITAS PESSOAS, CRIAM POSTOS DE TRABALHO, CRIAM-SE AMIZADES. É UMA AVALIAÇÃO POSITIVA PESSOAL E GLOBAL?

Sim, este projeto gerou mais de 8.000 postos de trabalho diretos só em Singapura. No pico da execução do projeto, no ano passado, só no estaleiro naval onde estamos baseados aqui em Singapura tínhamos perto de 3.000 trabalhadores a bordo de cada navio, isto sem contar com postos de trabalho indiretos. No estaleiro da Indonésia, igualmente no pico das atividades no ano passado, tínhamos mais de 7.000 postos de trabalho diretos na construção dos 24 módulos para os dois FPSOs.

Por um bom período de tempo, passamos a fazer parte dessas famílias que fazem parte da história do projeto e da minha experiencia profissional e de vida. Olhando ao objetivo final deste projeto, a exploração de petróleo para Angola, e à parte de questões políticas e de governação, sinto um orgulho imenso por fazer parte de um projeto que muito em breve ajudará a alavancar a economia do país [Angola]. Serão produzidos diariamente cerca de 115 mil barris de petróleo por cada FPSO, importantes igualmente para a TOTAL e seus acionistas, bem como para os parceiros do projeto.

 

MAS SIGNAPURA É MUITO LONGE, É UMA MUDANÇA TOTAL NA VIDA. COMPENSA ESTAER LONGE DA FAMÍLIA E DO PAÍS?  

Uma carreira internacional desafiante e com condições aliciantes, compensa muitas coisas. Vamos regularmente a Portugal e, ao mesmo tempo, as tecnologias e visitas relativamente regulares de familiares e amigos, especialmente agora que estamos num ´hub´ turístico na Ásia, facilita a gestão das saudades. No entanto, o facto de ter três filhos e de, em parte, estar a privá-los de um dia-a-dia junto do núcleo familiar, poderá ser um fator de decisão e mudança na minha carreira a médio prazo.

Admito que se não fossem os filhos, acho que a minha mulher e eu iríamos manter este estilo de vida por mais uns bons anos… Além de Portugal, já vivemos em 3 países, conhecemos mais de 30, temos amigos de imensas nacionalidades e culturas… os nossos filhos até já são fluentes em inglês, é muito bom. Com uma carreira internacional, parece que as coisas acontecem naturalmente, incluindo a progressão na carreira.

 

PARA ALÉM DA PARTE PROFISSIONAL, ESTÁ AINDA A DESEMPENHAR O PAPEL DE EMBAIXADOR DA ALUMNI DA FEUP EM SIGNAPURA. É UMA FORMA DE ESTAR MAIS PRÓXIMO DE PORTUGAL?

Sou Embaixador Alumni da FEUP, em Singapura, e aceitei o desafio exatamente para promover a união e networking entre engenheiros em Singapura. Tem sido um papel que me tem dado imenso prazer desempenhar como antigo estudante da FEUP, pelo impacto positivo que observo sempre que organizo um evento e por isso, sinto esta missão igualmente como um bom exercício de cidadania. Já tive a presença do Embaixador de Portugal em Singapura num dos eventos e foi, sem dúvida, um momento muito apreciado e que deu origem a interessantes conversas sobre o papel dos engenheiros portugueses em Singapura, desafios e oportunidades.

Temos bons princípios de educação, excelente formação académica e uma capacidade de adaptação que nos destaca de muitas outras nacionalidades, e que, direta ou indiretamente, propicia o sucesso pessoal e profissional em Singapura, onde em qualquer empresa ou organização, se fundem culturas, nacionalidades e experiências de todo o mundo.  

 

 

QUANDO COMEÇOU A TRABALHAR NA INDÚSTRIA PETROLÍFERA O QUE MAIS VALORIZARAM?

Integrei a indústria petrolífera num momento especialmente favorável, e por esse motivo a minha formação de base em Engenharia Metalúrgica e de Materiais, aliada à especialização em Gestão Industrial e experiência em gestão de projetos foram, sem dúvida, as skills mais valorizadas. Depois de quase 10 anos a trabalhar em ambientes multiculturais e de projetos industriais, acrescentaria ainda a importância das chamadas soft skills e alguma inteligência emocional também, como fatores de sucesso.

 

MAS PARA ALGUÉM QUE AMBICIONA TRABALHAR NO MESMO RAMO ESSAS CARACTERISTICAS SÃO SUFICIENTES NA CONJUNTURA ATUAL?

A indústria petrolífera tem uma vasta abrangência ao nível das Engenharias. Para quem não conhece de perto a indústria, mas gostaria de trabalhar nela, sugeriria uma especialização de “largo espetro” já possível de se realizar em Portugal, com reconhecimento internacional, o Mestrado em Engenharia do Petróleo, co-organizado em parceria com o Instituto de Petróleo e Gás e a Universidade escocesa Heriot Watt.  Por fim, e não menos importante, o domínio da língua inglesa é fundamental, porque as grandes oportunidades estão fora do país, e em particular na área dos projetos petrolíferos, o inglês é o idioma oficial. Estarmos confortáveis no inglês técnico e de negócios é importantíssimo também. 

 

A NOVA GERAÇÃO DE ENGENHEIROS NÃO TEM MEDO DE ARRISCAR E TRABALHAR FORA DO PAÍS. RECOMENDA UMA EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL? PORQUÊ?

Sim, sem dúvida, mas recomendaria iniciarem a carreira em Portugal, porque considero ser benéfico termos um primeiro contacto com o mercado de trabalho em Portugal, fundamental para haver um termo de comparação e ao mesmo tempo para fazer netwoking antes de sair do país.

Sair da zona de conforto e desafiarmos aqueles que pensamos ser os nossos limites, abre horizontes e acelera o nosso desenvolvimento pessoal e profissional.

Apostar em empresas multinacionais presentes em Portugal poderá ser uma excelente "rampa de lançamento" para quem pondera uma carreira internacional.

Considero ainda que iniciar uma experiência internacional em países emergentes com potencial económico, oferece uma aprendizagem e experiência de vida ímpares a todos os níveis.

 

QUAL É O SEGREDO PARA SER UM BOM ENGENHEIRO? HÁ SEGREDO? 

Não sei se haverá segredo, ou uma combinação de vários fatores, incluindo, sempre, uma “pitada” de sorte associada ao talento e humildade em tudo o que fazemos.

A formação contínua é muito importante para nos mantermos atualizados e a par das boas práticas. Além disso, estou certo que diversificar a experiência, partilhar conhecimento, ser ousado, proativo, e apreciar enfrentar desafios, ajuda a tornarmo-nos engenheiros confiantes, realizados e capazes de liderar, o que certamente nos levará a esse reconhecimento.

No entanto, considero que o respeito pelo próximo, também ajuda a marcar pela diferença. Trato qualquer pessoa que trabalhe comigo com muito respeito e exijo o mesmo de todos. É um princípio básico da minha educação, que imprimo às minhas relações pessoais e profissionais. Um predicado nos dias de hoje, por vezes esquecido com a justificação do stress, cansaço ou pressão do trabalho. Somos todos humanos, com sentimentos e com uma família que espera ver-nos chegar a casa felizes e não frustrados ou revoltados.

 

O NUNO É DE ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS, PODE DAR-NOS ALGUNS EXEMPLOS ONDE ENCONTRAMOS ESTA ENGENHARIA NO NOSSO DIA-A-DIA?

Materiais é tudo o que nos rodeia e por isso, é fácil nomear exemplos simples do dia-a-dia, mas poucas pessoas devem parar para pensar que há Engenharia Metalúrgica e de Materiais por trás dos seus recipientes que vão ao microondas ou do revestimento de uma forma para bolos para ir ao forno, etc. A Engenharia Metalúrgica está presente em todo e qualquer metal, nos nossos automóveis desde o parafuso, à jante de liga leve ou ao chassi, nas nossas casas, nas caixilharias das janelas, nas fechaduras das portas, nas estruturas metálicas ou até mesmo nos aviões, onde milhares de componentes especiais são provenientes desta Engenharia. A importância do uso dos metais no quotidiano é imprescindível para o ser humano e esse uso só é possível graças à Engenharia Metalúrgica. Para quem não sabe, em Portugal, a indústria metalúrgica é responsável por mais de 10% do PIB e é um dos sectores mais exportadores da economia, fornecendo empresas e marcas de prestígio do setor automóvel, aeroespacial, ferroviário, construção, entre outras. Já ouvi dizer que por não ser uma indústria “sexy” como outras, acaba por ter pouca visibilidade, e é verdade, mas eu diria que mesmo assim é uma indústria bem “musculada”!

 

 

A ENGENHARIA ESTÁ NA MODA? PORQUÊ?

Se está na moda ou não, sinceramente não sei, mas acho que existem, sempre, Engenharias mais na “moda” do que outras. Tenho colegas de curso a desenvolver trabalho excecional na área dos nano materiais para a indústria eletrónica, outros em biomateriais a desenvolver ligas metálicas e noutros materiais para próteses ósseas ou para variadíssimas outras aplicações biomédicas. Tenho também colegas a trabalhar na área dos materiais poliméricos para a industrial automóvel, aeroespacial, eletrónica, alimentar e de segurança industrial.

 

QUAL ACHA SER, OU QUAL DEVERIA SER O PAPEL DA ORDEM NA VIDA PROFISSIONAL DOS ENGENHEIROS?

Penso que a Ordem dos Engenheiros pode funcionar como uma entidade independente capaz de avaliar a evolução das indústrias e mercados, antecipando tendências para os engenheiros. Nessa ótica, a Ordem pode ser um importante link entre as empresas, engenheiros, entidades de formação e as próprias Universidades, promovendo sinergias e benchmarking, com vista a garantir que todos estão continuamente ajustados aos desafios do mercado (interno e externo) a com as performances realmente necessárias para uma competitividade sustentável do país a nível mundial.

 

NOMEIE UM ENGENHEIRO DO NORTE QUE ESTEJA A DESENVOLVER UM TRABALHO QUE APRECIA, DENTRO OU FORA DE PORTUGAL. 

Devido à minha passagem pela CaetanoBus entre 2006 e 2008, e pela riquíssima experiência pessoal e profissional que lá vivi, gosto de acompanhar as suas notícias, e de constatar a sua expansão para outros mercados, a adaptação à mobilidade elétrica e a competitividade das fábricas, pela mão do Eng. Jorge Pinto, com o qual tive a honra e a oportunidade de testemunhar e aprender como ser um bom engenheiro e gestor. De uma competência e simpatia notáveis, desafiou-me em todas as reuniões, workshops e definições de estratégias do projeto que lá implementei, o que direta ou indiretamente desenvolveu em mim uma forma de agir e pensar muito crítica e construtiva, importantes para a tomada de decisões.

O Eng. Jorge Pinto é CEO/Administrador da CaetanoBus SA com fábrica em Vila Nova de Gaia, Administrador da Salvador Caetano Indústria SGPS, Administrador na Caetano UK, localizada no Reino Unido e Administrador da Brilliance Caetano Bus, localizada na China. Tendo também na sua carreira a passagem pela Bosch e Blaupunkt. Orgulho-me ainda em referir que temos a mesma licenciatura, pela mesma Universidade.

 

HÁ ENGENHARIA EM TUDO O QUE HÁ? EXPLIQUE. 

Sem dúvida. Se olharmos à nossa volta, tudo tem Engenharia por trás, mas é verdade que é mais percetível aos engenheiros que a materializam. A Engenharia adapta, cria, modifica, aperfeiçoa e até torna mais seguro o dia-a-dia de todos. É extraordinário!

 

 

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Tags: Engenharia Metalúrgica e Materiais Ordem dos Engenheiros OERN Nuno Carvalho Signapura Petróleo Total CaetanoBus
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