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Quem diz que é engenheiro sem o ser, arrisca dois anos de prisão

15 de março de 2017 | Geral

A Região Norte da Ordem dos Engenheiros marcou presença no FEUP Engineering Days para esclarecer as questões dos estudantes quanto à necessidade e importância de pertencer à Ordem.




O convite partiu da Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, depois de, na semana anterior, o presidente da OERN já ter feito uma apresentação de sala cheia naquela instituição. Joaquim Poças Martins começou pela certeza de que “temos em Portugal dos melhores engenheiros que há”, garantindo aos alunos presentes que “nunca sentirão desvantagem em serem portugueses”.


No entanto, o responsável alertou para o facto de ter um curso de Engenharia não ser suficiente para se ser engenheiro em Portugal e esclareceu os estudantes sobre as implicações legais da profissão reconhecida de engenheiro. “Não basta saber o código da estrada, temos que ser reconhecidos”, lançou o presidente da OERN, e esse reconhecimento efetivo como engenheiro vem da integração na Ordem. Nas palavras de Joaquim Poças Martins, “quem diz que é engenheiro sem o ser realmente arrisca dois anos de prisão, pelo menos é o que diz a lei”.


Uma Ordem para várias gerações


O presidente da OERN fez ver a importância da avaliação interpares que é uma das funções da Ordem, tanto na experiência dos membros, como na garantia das competências. “Há muita gente em Portugal que ainda não valoriza a qualidade, que ainda não percebeu que contratar um trabalho de Engenharia sem cuidado sai caro”, alertou Joaquim Poças Martins.




A presença do responsável nesta iniciativa da FEUP serviu, ainda, para abrir as portas da OERN aos jovens, assumindo que “a Ordem pretende ser uma transmissão de conhecimento entre gerações, reduzir o tempo de aprendizagem e, assim, fazer crescer os seus membros mais rápido”.


Reforçando a atenção da Ordem ao mercado de trabalho, Joaquim Poças Martins lembrou que “o mercado precisa de quem saiba línguas, de quem saiba ler um relatório e contas, de quem perceba o orçamento de Estado”, áreas onde a OERN disponibiliza formação.


Além disso, chamando os jovens a fazerem parte da OERN enquanto membros estudantes, o presidente deixou o conselho: “estar no local, conhecer as pessoas corretas, mostrar-se auto motivado pode ser determinante no momento de escolha de contratação”.


“Os estudantes na Ordem com ideias, com soluções, podem integrar grupos de trabalho para resolver problemas à escala real e é mais uma linha no currículo, importante para um primeiro emprego”, garantiu Joaquim Poças Martins. Com base na ideia de uma crescente procura por profissionais das STEAM, deixou o desafio: “misturem-se com os outros, com pessoas de outras áreas, não sejam conservadores, trabalhem em conjunto”.

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