Acessibilidade (0)
A A A
Youtube - OERN Facebook - OERN Linkedin - OERN
Logo OE
OERN servicos@oern.pt

A casa é sólida, mas precisa que vocês a abanem

09 de março de 2017 | Geral

A convite da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o presidente da Região Norte da Ordem dos Engenheiros reuniu com algumas dezenas de alunos para lhes mostrar como o caminho da Engenharia é rico em oportunidades e como a Ordem representa um carimbo de qualidade essencial.

 


Contrariando o discurso geral, Joaquim Poças Martins garantiu não haver nenhuma crise em Engenharia, a atividade é que se está a alterar. “A procura por serviços de Engenharia tem crescido, até na construção. Na saúde, por cada máquina nova, são precisos mais mil engenheiros para operar com ela. As operações à distância, com robots, são feitas por médicos com um engenheiro ao lado”, lembrou o presidente da OERN.

 

E o incentivo foi mais além. Para o presidente da OERN, “devia haver mais engenheiros no governo, na assembleia da república, nas câmaras municipais porque eles estão lá para resolver problemas e não para os discutir. Era uma mudança de paradigma: quando sabemos as respostas, mudam as perguntas. Um engenheiro é uma pessoa que resolve problemas e isso revela-se muito importante em cargos de gestão”.

 

O responsável lembra que, além de atribuir o título de engenheiro, a Ordem é, hoje, um local onde os membros encontram ações de formação e sessões técnicas, ferramentas importantes para o exercício da profissão, tal como a possibilidade de construção de uma rede de contactos para futuras formações de equipas de trabalho.

 

 

A Ordem precisa de quem chegue e questione tudo


Joaquim Poças Martins sublinhou a importância da inscrição como membros estudantes: “quando cheguei à Ordem como presidente, senti que falta lá muita gente nova”, afirma Joaquim Poças Martins, “precisamos de mais membros jovens e temos oportunidades e desafios para eles”. E lançou o desafio: “a casa é sólida, mas precisa que vocês a abanem, precisa de gente que chegue e questione tudo”.

 

Indo de encontro ao que será mais importante para os jovens prestes a iniciar a carreira, o presidente da OERN esclareceu que a Ordem está a trabalhar para que haja equivalência entre o trabalho feito em estágio em ambiente empresarial e o estágio à Ordem, além, claro, de ajudar na obtenção de estágios. “Chegamos aos presidentes de câmara, às empresas e apresentamos pessoas que os podem ajudar a detetar oportunidades de desenvolvimento, orientados pelos melhores na Ordem”, afirmou.

 

 

 “Não é o que a Ordem pode fazer por mim, mas o que é que eu posso fazer pela Ordem”

 

Mais do que as vantagens de pertencer à Ordem, Joaquim Góis, coordenador do Colégio Regional de Engenharia de Geológica e Minas, inverteu a questão: “não é o que a Ordem pode fazer por mim, mas o que é que eu posso fazer pela Ordem. Se todos pertencermos à Ordem evitamos dumpings empresariais, por exemplo. Se houver uma consciência de classe, a Ordem pode exercer proteger-nos e valorizar-nos”.

 

Pedro Castro, presidente da Associação de Estudantes da FEUP, afirmou que era “de louvar” a presença da OERN na faculdade para uma sessão destas que, “pela afluência, percebemos como era importante para os estudantes”. “Fica o compromisso de estreitarmos relações de forma a que as sessões e a formação da Ordem cheguem aos estudantes com maior impacto”, assumiu.

 

No final da sessão, os representantes da OERN esclareceram as dúvidas dos estudantes que versaram, essencialmente, estágios, protocolos internacionais e progressão na carreira de engenheiro.

2018 © Copyright, Ordem dos Engenheiros Região Norte