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A Sede (Con)Vida | Carlos Magno

24 de novembro de 2016 | Geral

Comunicar sim, mas longe de mediatismo

 

Em mais uma sessão de debate na sede, a Ordem dos Engenheiros – Região Norte (OERN) recebeu, na passada quinta-feira, Carlos Magno para ajudar o público presente a perceber, afinal, “porque é que os engenheiros comunicam tão mal”.

 

 

O desafio lançado pela OERN ao presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) era de provocação : “como somos obcecados com a resolução de problemas, para que está tudo bem, portanto não é notícia”, lançou o presidente do Conselho Diretivo, Joaquim Poças Martins.

E foi no seu jeito igualmente provocatório que Carlos Magno fez seguir a sua intervenção. “A profissão não é suficientemente reconhecida, não anda nas primeiras páginas dos jornais, por uma razão muito simples”, explicou o antigo jornalista, “porque vivemos tempos de muita futilidade, numa grande algazarra, e os engenheiros têm um papel discreto nisto”.

E defendeu, assim, a posição dos engenheiros na agenda dos media, dizendo que “o discurso mediático mistura o engenheiro com o popular e ainda não percebeu que, criando uma querela artificial, provavelmente é notícia, mas descredibiliza-se a si próprio”, levando os profissionais da Engenharia a dizer que “não participam neste tipo de algazarra”.

 

 

A influência da Engenharia na linguagem da comunicação

 

Enaltecendo o papel dos engenheiros, “discretos e eficazes”, como ordenadores de um “país caótico”, Carlos Magno alertou para o facto de o discurso político ter “derrapado completamente”, chegado ao “nível zero”.

“A linguagem jornalística hoje é uma linguagem simplificada, completamente repetitiva”, disse o presidente da ERC, lembrando que “os engenheiros influenciam muito mais o discurso do que outras profissões, mas, na minha análise, a linguagem dos engenheiros está a ser utilizada por outros como os economistas e juristas”. É preciso, diz o comunicador, “refundar o conceito e recentrar a imagem dos engenheiros”.

Para conclusão desta sessão “A Sede (Com)Vida”, Carlos Magno trouxe um exemplo de criatividade em sinais de trânsito para deixar a dica aos profissionais de Engenharia: “mesmo nas coisas mais simples e mais óbvias, é possível criar uma comunicação mais apelativa”, por isso”, “para defesa da dignidade da profissão e para defesa do próprio país, os engenheiros têm que fazer uma coisa muito simples que é comunicar a sua capacidade de encontrar soluções, num país que anda, há muito tempo, a discutir uma crise que não sabe qual é”.

Perante a situação de colocar os engenheiros a aparecer mais na discussão mediática, o presidente da ERC deixa o conselho: “vocês têm uma boa imagem, de credibilidade, e não a devem destruir”.

 

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