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O desafio de “Comunicar Engenharia” aos cidadãos

08 de fevereiro de 2016 | Geral

A OERN foi uma das entidades presentes na Semana da Escola de Engenharia da Universidade do Minho 2016, que partiu da reflexão sobre a importância de saber comunicar esta área do saber.

 

A Escola de Engenharia da Universidade do Minho (EEUM) assinalou, recentemente, o seu 41.º aniversário com uma semana repleta de atividades destinadas a aproximar os jovens e o público em geral dos diferentes ramos da engenharia. Workshops dirigidos a diretores de agrupamentos escolares, psicólogos e associações de pais; atividades para escolas secundárias, uma sessão plenária dedicada à profissão de engenheiro (que contou com a presença de Bento Aires, do Grupo de Trabalho de Jovens Engenheiros da OERN) e uma feira de emprego (com mais de 30 empresas e 400 oportunidades de trabalho) foram alguns dos destaques do evento, realizado entre os dias 18 e 23 de janeiro.

 

Segundo reconheceu o presidente da EEUM, João Monteiro, a celebração surge numa fase de “superação de obstáculos”, mas também de inegáveis conquistas, de que são exemplo o aumento (em contraciclo) dos alunos matriculados neste ano letivo, o facto de todos os cursos serem acreditados pela A3ES e de todos os mestrados serem reconhecidos pela OE.

 

Um dos pontos altos da iniciativa foi o debate “Comunicar Engenharia”, moderado pelo jornalista António Granado, que juntou, no auditório nobre de Azurém, em Guimarães, a presidente da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica – Ciência Viva, Rosalia Vargas, o vice-presidente da OERN, José Manuel Freitas, o diretor da Escola Secundária de Caldas das Taipas, José Augusto Araújo e a jornalista Sara Sá, da Visão.

 

(Des)Interesse dos mais novos

No arranque da conversa, e em jeito de desafio, o moderador lançou a questão: haverá falta de apetência dos jovens pelo universo da engenharia? A conclusão é praticamente unânime: não. Para José Augusto Araújo, existe sim, “um contexto social e cultural de crescente desvalorização de uma educação que passe pelas práticas laboratoriais e oficinais”, o que acaba por resultar, depois, num certo “afastamento da área das ciências aplicadas e das próprias engenharias”.

 

E desenganem-se os que associam o gosto pela engenharia a uma paixão masculina. Segundo Rosalia Vargas, “as meninas estão cada vez mais envolvidas, por exemplo, nos clubes de robótica”. “Temos é de perceber o que lhes acontece após o 9.º ano”, frisou, defendendo não acreditar que o medo gerado pela matemática seja determinante na hora de traçar o futuro.

 

O papel dos media enquanto agentes ativos de consciencialização social foi outro dos temas abordados durante o encontro. “Há um problema de imagem na engenharia. Continua a prevalecer o estereótipo do engenheiro do sexo masculino, pouco atraente, com uma vida enfadonha. Há, portanto, uma imagem que é preciso trabalhar e os meios de comunicação têm, aqui, um papel a desempenhar”, sublinhou Sara Sá. O ponto de vista da jornalista foi apoiado por José Manuel Freitas, segundo o qual a importância da ação dos engenheiros na sociedade poderá ser facilmente entendida através de um exercício simples: levando os cidadãos a imaginar um mundo sem engenharia.

 

 

 

 

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