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Falta de engenheiros na Administração Pública tem impacto negativo no país

08 de fevereiro de 2016 | Geral

79 por cento do painel de engenheiros inquiridos alerta para a falta de quadros técnicos em cargos políticos/governativos, nos últimos anos.

 

A 3ª edição do “Barómetro da Engenharia” – lançado com o objetivo de perceber, junto de diferentes profissionais de engenharia, em que medida a governação tem atendido às questões de dimensão técnica, aquando da tomada de decisões importantes ao nível do desenvolvimento do país – auscultou 150 engenheiros (das áreas de civil, eletrotecnia e mecânica).

 

De acordo com o inquérito, desenvolvido pela Ordem dos Engenheiros – Região Norte (OERN), o impacto negativo que o baixo número de quadros técnicos da engenharia em cargos de decisão política/governativa tem tido no desenvolvimento do país é uma realidade para 79 por cento dos inquiridos.

 

Os engenheiros são ainda mais unânimes e pouco otimistas quando questionados sobre os efeitos que a falta de capacidade técnica em órgãos de decisão pública pode ter ao nível do ambiente e infraestruturas: 97 por cento aponta para consequências negativas. A maioria dos profissionais defende que, nos últimos dez anos, a carência de engenheiros tem sido evidente ao nível da administração pública, sendo que apenas oito por cento considera o número de quadros técnicos suficiente. Para os restantes, o número tem sido razoável (46 por cento) ou insuficiente (46 por cento).

 

De acordo com o Presidente da OERN, Fernando de Almeida Santos, “muitas das grandes decisões com impacto direto no desenvolvimento do país têm sido meramente políticas, sem conteúdo técnico”. Além das consequências negativas desta realidade, “a desvalorização técnica nos lugares da administração pública tem contribuído para a banalização da profissão e perda de prestígio da engenharia”. Esta é, aliás, outras das conclusões do inquérito: 59 por cento dos ouvidos acredita que o facto de existirem poucos engenheiros em cargos políticos de topo ou da administração pública contribui para a perda de prestígio da engenharia.

 

Com um painel de inquiridos com idades compreendidas entre os 35 e os 75 anos, em que a maioria (77 por cento) refere ocupar ou já ter ocupado cargos de gestão no setor público e/ou privado, a 3ª edição do barómetro quis ainda perceber se os engenheiros consideram que os seus cursos incluíram formação adequada em gestão. Apesar de terem dado nota positiva às competências nesta área, mais de metade (67 por cento) referiu a falta de formação adequada em gestão ao longo do seu percurso académico.

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