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Comentário a propósito da História Breve da Engenharia Civil por Adriano Vasco Rodrigues
30 de julho de 2007 | Geral
A primeira das opções, pela especificidade e especialização nos domínios da História da Ciência e das Técnicas, é seguida por um número restrito de leitores. A segunda, no âmbito da cultura geral, sem perder a exigência do rigor histórico e a ligação com a Ciência, visa um público amplo e diversificado. O Autor escolheu esta via, motivado pela sua própria formação profissional. O livro começa por distinguir entre Cultura e Civilização. Aquela, manifesta-se abrangendo os vários ramos do saber, da ciência, da técnica e das artes, exigindo esforço pessoal para a adquirir. A civilização liga-se às condições de vida material do mundo que nos rodeia, podendo cada um usufruir dos seus benefícios sem intervir na sua produção. Nascemos rodeados por uma civilização mas adquirimos cultura pelo esforço pessoal. Uma e outra interagem. A partir dos engenhos e de saberes plurimilenários alcançados no decorrer do tempo, com antepassados nos mestres e construtores da Antiguidade, Idade Média e Engenheiros Militares da Idade Moderna, cuja actividade não se identifica com os Arquitectos actuais, nasceu a Engenharia. Por fim, ganhou identidade o perfil profissional do Engenheiro Civil, em consequência da Revolução Industrial e dos avanços científicos dos séc. XVIII e XIX. Em Portugal, o Decreto Orgânico de 13 de Janeiro de 1837, referendado por Manuel de Silva Passos, transformou a Academia Real da Marinha e Comércio do Porto, em Academia Politécnica, visando, segundo aquele Ministro, a necessidade de plantar as ciências industriais, que diferem muitos dos estudos clássicos e puramente científicos. Na Academia funcionavam, entre outros, cursos de Engenharia de Pontes e Calçadas, mostrando influência da Escola de Paris com este nome. A reforma de 1885, na sequência de um projecto de Lei apresentado nas Cortes, por Wencelau de Lima, criou, na Academia Politécnica do Porto, o curso de Engenheiros Civis e de Obras públicas, Minas e Indústrias. Depois da Revolução de 5 de Outubro de 1910, a Academia Politécnica do Porto foi transformada em Faculdade de Ciências, tendo anexa a Escola de Engenharia, que em 31 de Agosto de 1915, se separou passando a Faculdade Técnica. Em 1926, pelo Decreto n.º12969 de 17 de Dezembro, transformou-se em Faculdade de Engenharia. A 15 de Março de 1927, iniciou-se a construção do edifício próprio. Em Lisboa, também na sequência da Revolução de 5 de Outubro, foi criado em 1911, o Instituto Superior Técnico, por Decreto de 23 de Maio, sob proposta de Brito Camacho, devendo-se a orientação ao Eng. Alfredo Bensaúde, com formação nas Universidades de Hanôver e Götinga e portador de ideias novas na área da Investigação e da Tecnologia. Os Engenheiros saídos do Instituto Superior Técnico e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto distinguiram-se pela qualidade da formação em consequência da exigência daquelas Instituições. Hoje, a multiplicidade e a diversidade de cursos de Engenharia exige que não se diminua a competência na formação dos Engenheiros. O livro acompanhado de desenhos e fotografias adequadas, prossegue historiando a evolução da Engenharia a partir dos engenhos, desde a simples alavanca, à deslocação dos grandes blocos de pedra das construções megalíticas, caminhando ao longo do tempo e civilizações até aos nossos dias. Considerar obras de Engenharia as edificações pré-históricas e do mundo clássico, greco-latino, Idade Média e Moderna, antes da institucionalização universitária dos cursos de Engenharia não é despropositado, pois baseou-se em critérios, também seguidos lá fora, principalmente, pelos historiadores anglo-saxónicos e norte americanos, considerando as técnicas utilizadas como formas de Engenharia. O exemplo da aplicação do número de ouro ao Panteão de Atenas, demonstra-o, no uso do cálculo matemático, geometria e acordo com as actuais leis da Física. Estas conquistas alcançadas na construção civil influenciaram o modo de viver das sociedades que as integravam, contribuindo para o avanço da civilização. A construção de vias, pontes, aeroportos aproxima os povos, assim como os templos dedicados ao culto e os edifícios destinados ao desporto, ao teatro e ao lazer, as escolas e hospitais… E se hoje pudemos falar de uma União Europeia e de uma Civilização Ocidental isto é consequência da herança dos testemunhos materiais, erguidos ao longo dos tempos, com a intervenção da Engenharia Civil. Texto escrito por Adriano Vasco Rodrigues Quem é Adriano Vasco Rodrigues? Natural da Guarda, Adriano Vasco da Fonseca Rodrigues, licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas, pela Universidade de Coimbra, é autor de vários trabalhos no ramos específico da História. A sua formação prosseguiu com especializações e graduações nas Universidades de Santiago de Compostela (de que foi bolseiro) e na de Bona (como bolseiro da Fundação C. Gulbenkian), seminários e colóquios em Universidades portuguesas e estrangeiras. Para além disso, já foi Director da Schola Europaea, U.E., Bélgica, Mol; Vereador da Comissão Municipal de Arte e Arqueologia do Porto, entre outros cargos. A Câmara Municipal do Porto atribui-lhe a Medalha de Ouro, em 1994, e o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 1996. - Adquira aqui a obra por apenas 29€ -
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